Anos se passaram desde que as chamas do Porto do Rio de Janeiro foram apagadas pelas águas da Baía de Guanabara. Hoje, o horizonte é outro. Na costa de uma pequena ilha grega, onde o mar Jônico encontra o céu em um azul tão profundo que parece irreal, a nova vida de Mariana floresceu no silêncio e no sol.A casa é uma construção vernacular, esculpida em pedra branca e cal, encravada em uma encosta que termina diretamente na areia fina. O terraço é coberto por uma pérgula de madeira rústica, onde vinhas de uvas e buganvílias de um rosa vibrante dançam com a brisa salgada. As janelas e portas, pintadas em um tom de azul cobalto que imita o oceano, permanecem abertas o dia todo, permitindo que o cheiro de alecrim e mar invada cada cômodo. Não há cercas, não há câmeras e não há medo.Na areia, Sophia caminha com a liberdade de quem nunca conheceu o peso de um sobrenome perigoso. Ela se tornou uma criança solar, movendo-se com a leveza de quem pertence apenas ao vento. Mais adiante, sentad
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