POV: LENA | 17–18 semanasDiane Blackwood não convida pra almoço — e muito menos pra café.Ela marca jantar em restaurante onde o maître sabe o nome dela, escolhe o vinho antes que você sente, e conduz a conversa como se tivesse pauta preparada. É o jeito dela. Sempre foi.Por isso quando ela me ligou na terça pela manhã convidando, sem rodeio, pra um café simples, as duas, num lugar qualquer, eu fiquei parada com o celular na mão por uns três segundos antes de responder.Sugeri um café que eu conhecia. Meu território, não o dela.Ela ouviu. Não interrompeu. Não sugeriu nada.Cheguei cinco minutos antes e pedi a mesa do fundo — aquela que fica longe da vitrine, longe do movimento da porta, longe de qualquer coisa que parecesse palco. Se Diane ia chegar no modo que eu estava imaginando, eu não queria vitrine.Ela chegou no horário. Não adiantada, não atrasada. Diane sempre soube que chegar cedo é ansiedade e chegar tarde é poder, e que hoje não era hora de demonstrar nenhum dos dois.S
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