LucySaí do escritório atrás do mordomo com a sensação de que meu corpo ainda não tinha entendido direito o que tinha acabado de acontecer.Minhas pernas andavam, obedientes. Minha cabeça, não. Ela tinha ficado lá dentro, presa entre o tapa, o aviso, o beijo na mão e aquele sorriso de homem que sabe exatamente o estrago que causa.O mordomo caminhava pelo corredor como se estivesse sendo observado. A postura super reta como a de um militar, passos suaves, mãos cruzadas à frente. Tudo nele gritava “eu comando esse lugar todinho”.— Por aqui, senhorita Francine — disse, educado demais para ser inocente.O corredor era longo, silencioso e absurdamente bonito. Tapetes macios, quadros que eu provavelmente eram de algum museu, janelas enormes deixando a luz entrar transformando o caminho em uma passarela de luz. A cada passo, eu sentia mais vontade de rir sozinha.Eu estava mesmo ali, com um trabalho, em um lugar seguro, e protegido. E o melhor de tudo sem algemas. Meu “pequeno” delito não
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