LucyMeu coração estava acelerado de um jeito que não fazia o menor sentido. Não era só rápido… era descompassado, como se estivesse tentando sair do meu peito e fugir antes de mim. E tudo isso por causa de uma possibilidade que eu nem sabia se era real, mas que já estava me deixando completamente sem chão: talvez aquele fosse o meu último dia ali. Meu último dia naquela casa, naquele caos organizado, naquela rotina que eu reclamei tanto… mas que, de repente, parecia insubstituível.A sala continuava quieta.Quieta demais.Aquele tipo de silêncio que não acalma… só piora tudo.Eu fiquei parada, quase sem respirar, tentando captar qualquer som. Um passo, uma cadeira arrastando, qualquer coisa que me desse uma pista do que estava acontecendo do outro lado da porta. Minha cabeça já tinha ido longe. Já estava imaginando ele encerrando a ligação, pegando o telefone de novo, chamando Alfredo com aquela voz firme e decidida dele.“Alfredo, pode providenciar outra pessoa.”Pronto.Fim.Simple
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