VALENTINA ROSS A adrenalina é uma droga incrivelmente enganosa. Enquanto o meu apartamento estava cheio de policiais, Domênico se manteve de pé. Ele conversou com o agente Carter, deu a sua versão aos oficiais e agiu como se nada tivesse acontecido. Mas, assim que a porta foi lacrada e nós descemos pelo elevador, o efeito começou a passar. Longe dos olhares da polícia, vi Domênico encostar na lataria do carro de Ares, fechando os olhos com força e soltando um gemido abafado enquanto levava a mão ao peito. A respiração dele de repente ficou curta e superficial. — Dom, acabou a encenação — falei, segurando o braço dele, sentindo os meus próprios joelhos quererem ceder pelo cansaço. — Nós vamos para o hospital agora mesmo. Ele tentou argumentar, dizendo que era apenas um hematoma, mas a dor óbvia falou mais alto. Ares, que estava nos acompanhando, praticamente empurrou Domênico para dentro do carro e dirigiu até a emergência de um hospital particular. Assim que chegamos, Domênico
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