POV Liah O círculo se apagou quando a lua passou do centro do rasgo no teto. Não com estrondo. Não com luz. Apagou como se nunca tivesse existido, o que é sempre o sinal mais perigoso dos ritos verdadeiros. A prata no chão voltou a ser apenas chão. A Câmara da Lua respirou de novo como um espaço comum. Mas nada em mim era comum agora. Senti antes de ver. O ventre contraiu num aviso curto, seco, como uma mão invisível fechando-se por dentro. Não dor. Presságio. — Chega — eu disse, e minha voz não tremeu. Magnus e Rhaziel recuaram no mesmo instante. Não porque eu pedi, porque aprenderam. Isso, mais do que qualquer beijo, foi a vitória da noite. Virei-me primeiro para Rhaziel. — O Sul está inquieto demais para coincidências — falei. — E inquietação demais sempre vem com alguém sussurrando promessas erradas no ouvido certo. Ele assentiu, sério. — Há movimentação que não é de exército — confirmou. — É de ideias. E ideias atravessam muros melhor que soldados. Depois encarei
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