EllieMilão parecia um túmulo de mármore. Ao sair do escritório de Vicenzo, o frio da cidade me atingiu com uma violência que me lembrou que eu não tinha mais onde me esconder. Eu havia assinado. Eu havia posto fim à farsa, mas, ao fazer isso, também havia cortado o último fio que me ligava ao homem que, apesar de todo o caos, continuava sendo o dono dos meus suspiros.Meus passos eram lentos enquanto atravessava o saguão do edifício Coppola. Sentia o ventre pesado, não apenas pela pequena vida que crescia dentro de mim, mas pelo fardo de palavras que não ousei dizer. Eu tinha visto Vicenzo se despedaçar diante de mim. Eu tinha visto suas lágrimas, aquele orgulho italiano desmoronado sobre uma mesa de mogno, e cada fibra do meu ser queria gritar para ele: “Espere! Não vá embora, nós temos um filho, fique e me ensine a não ter medo”.Mas fiquei calada. Agradeci pelo refúgio que ele foi e me afastei, deixando-o nas ruínas da nossa tempestade.— Era um dia cinzento, Blossom — sussurrei,
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