Capítulo 30 — O Que Já Não Posso FingirMatteo Thompson O beijo não deveria ter significado tanto. Foi intenso, breve, interrompido antes de cruzar qualquer linha irreversível. Ainda assim, ficou. Não na boca, mas no corpo inteiro. Uma lembrança incômoda, insistente, que eu não consegui afastar nem quando tentei me convencer de que tudo não passava de tensão acumulada.Depois veio o Kevin.Não foi o elogio. Não foi o sorriso educado. Foi a forma como Emma respondeu — natural, aberta, sem defesas. Aquilo me atingiu num lugar que eu não estava acostumado a expor. O ciúme não veio como um impulso bruto, mas como algo mais perigoso: silencioso, preciso. Eu marquei presença sem palavras, e odiei o quanto isso me revelou.Naquela noite, já na mansão, fui direto para o quarto. Precisava de distância. De controle. Sentei na cama, os antebraços apoiados nos joelhos, o olhar perdido em um ponto qualquer. Minha cabeça repetia o mesmo argumento: ela é minha funcionária. Ponto. Mas o corpo não ob
Ler mais