Capítulo 93 — FissurasEmma CarterA imagem não saía da minha cabeça.Não importava o quanto eu tentasse focar em outra coisa — na voz do médico, no toque firme de Matteo, no alívio de saber que Elizabeth estava bem —, aquele detalhe insistia em voltar, nítido demais.O pássaro.A forma como Arthur descreveu, o peso implícito naquilo, a mensagem fria que acompanhava… não era só uma ameaça, era algo calculado para atingir exatamente onde doía.No instante em que Matteo leu o cartão, algo mudou — não de forma evidente, mas suficiente para eu sentir, na rigidez do maxilar e no silêncio mais denso, que ele já estava vários passos à frente.Respirei fundo, ajustando a postura ao lado de Elizabeth no banco de trás, enquanto o carro avançava em silêncio. Arthur dirigia com atenção, mantendo uma condução estável, quase como se quisesse compensar o clima carregado que nos acompanhava desde o hospital.Ninguém falava. E, estranhamente, não era desconfortável — apenas… tenso.Olhei de relance pa
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