— Ela, o quê? — ele indagou, não contendo o riso. E, ainda de forma incrédula, o meu chefe prosseguiu: — Daniela, apaixonada por mim? Não, não foi apenas uma expressão incrédula ou algo como “claro que não, Lyara!”, Don realmente se divertiu com a minha afirmação, rindo como se essa possibilidade fosse completamente ridícula. Então, com todo aquele ataque de risos, eu notei que, diferentemente do que vinha teorizando desde que havia começado a ter problemas com a governanta, nunca aconteceu nada entre os dois. — Talvez você só não tenha percebido isso, Don... — disse a ele, não abandonando a ideia de que a loira o amava. Por mais que os dois não tivessem transado, nada a impedia de nutrir uma paixão platônica por ele. — Você trata Daniela como se ela tivesse sessenta anos de idade, mas ela só é uns cinco anos mais velha do que eu. — E com a atenção dele voltada para o meu rosto, eu completei: — Você nunca questionou o motivo de ela ser tão dedicada? Eu me detestava por estar ali,
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