O despertar no Hotel Imperial foi diferente. Não havia o peso da mentira ou o medo de ser descoberta, apenas o cheiro residual de Henrique e a certeza de que a minha vida antiga havia sido, finalmente, dinamitada. Eu estava sozinha, deserdada, e pela primeira vez, totalmente livre. Minha primeira ligação foi para Arthur. Ele era a minha bússola moral em meio à minha anarquia sexual. Disquei o número, e ele atendeu no primeiro toque, como se estivesse esperando. — Madison? Como você está? — A voz dele era urgente, carregada de preocupação. Eu contei tudo, sem suavizar os detalhes: o confronto com meu pai, o sermão e a expulsão com a roupa do corpo. Fui sincera e direta, como sempre fui com ele. — Ele não me deixou pegar nada, Arthur. Mas estou bem, juro. Houve um longo silêncio no telefone, um silêncio de dor, não de julgamento. Ele conhecia Hector Falcone profundamente, e sabia o quanto aquela rejeição
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