O carro que me levou a USP não era o mesmo do almoço, mas o silêncio era o mesmo de qualquer viagem em algum dos carros de Constantino, o veículo da vez era um BMW Série 7, blindado, sabia disso, pois a porta era pesadíssima, igual qualquer carro dele. O motorista, era o mesmo de sempre, e como fazia com frequência não puxou conversa, apenas confirmou o destino com um aceno breve e ajustou o retrovisor para me enquadrar melhor, ele não estava afim de mim, ele seguia um protocolo.Eu estava no banco de trás, pernas cruzadas, coluna ereta sem esforço. O Arquétipo gostava de carros assim: chiques, elegantes e seguros.Antes daquela viagem, passei algumas horas em casa, meu turno era o noturno. Aproveitei para tirar roupa do restaurante com cuidado, como quem devolve algo emprestado, e coloquei no cesto de roupa suja, alguém ia lavar e esse alguém não era eu, dessa certeza eu tinha. O banho foi rápido, prático, era uma transição de um momento pro outro.Nua, voltei ao closet.Dessa vez, n
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