Rosângela Subi as escadas sentindo o peso do olhar dele nas minhas costas. No café, eu tinha deixado claro: ia tomar um banho e sair para ver um emprego. Naquele momento, o Antony parou tudo. Ficou me olhando, com aquele jeito de quem não conseguia entender por que eu estava escolhendo o caminho mais difícil.— Não precisa você ir, pimentinha... — ele disse, com a voz baixa — eu te dou o que você estiver precisando.Eu sabia que, para ele, era simples assim. Mas para mim, não.— Eu sei, Anthony... mas eu quero.Ele não insistiu mais lá embaixo, apenas assentiu, mas aquele silêncio dele dizia muita coisa.Entrei no quarto, fui direto para o banheiro e deixei a água levar um pouco da ansiedade. Eu precisava me sentir útil, precisava do meu próprio espaço. Quando terminei, me enrolei na toalha e saí, ainda secando o rosto.Parei de repente.O Anthony estava lá. Sentado na cama, me esperando.— Pensei que você já tivesse descido — falei, sentindo meu corpo reagir à presença dele
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