Às seis horas em ponto, os sinos da capela do solar romperam o entardecer com seu som grave anunciando o início da Missa de Ação de Graças.A luz dourada do pôr do sol atravessava os vitrais, tingindo o interior da capela com cores suaves. Aos poucos, o espaço foi sendo preenchido não apenas por pessoas, mas por histórias, reconciliações e novos começos.Os primeiros bancos estavam ocupados pela família.Teresa, a condessa mãe, mantinha o pequeno Filipe nos braços. A cena, por si só, já dizia muito, havia nela uma ternura que antes poucos tinham visto. Ao seu lado, Álvaro segurava Luiza, que, tranquila, brincava com os botões de sua camisa. Ao seu lado estava Guilherme com a esposa e o filho, integrado, presente… pertencendo àquela família. Mais atrás, os demais familiares se acomodavam, unidos como há muito tempo não se viam.No altar lateral, Helena ajustava-se diante do teclado. Já não havia nervosismo, estava acostumada a tocar nas missas que aconteciam uma vez por mês no solar.Ao
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