Durante anos, tinha sido sempre assim.De manhã, quando Cristiano saía para trabalhar, Bruna mandava alguém acordar Isabela. À noite, mesmo depois que ele já tinha ido embora, ainda dava um jeito de importuná-la até tarde.E, na cabeça dela, aquilo fazia parte do que se esperava de uma nora.Então era isso que Wallace queria dizer?Que Isabela ainda tinha o direito de se fazer de vítima?Ou estava apenas aproveitando a oportunidade para cobrar, com juros, tudo o que tinha engolido no passado?Cristiano cerrou os dentes.— Me soltem.As palavras saíram secas, pesadas, mastigadas na raiva.Em Nova Aurora, ninguém ousava tratá-lo daquela forma.Naquela noite, porém, ele já tinha visto de tudo.Desde que passara a ter Sérgio ao lado, Isabela parecia não conhecer mais limite nenhum.Wallace fez um gesto discreto com a mão.Os seguranças soltaram Cristiano na mesma hora.Ele se levantou devagar, passou a mão no canto da boca e, ao olhar o dorso da mão, viu o sangue.Ergueu os olhos para Wall
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