Arthur MontenegroEla aceitou meu pedido de casamento, e o mundo, finalmente, parecia girar no sentido certo. Eu vibrava por dentro e por fora, e meu próprio corpo me traía, o sorriso fácil, a postura mais leve, o olhar menos duro. Todos percebiam, na empresa, em casa, em mim. E, pela primeira vez, eu não me importava. Essa era a felicidade pela qual eu tinha lutado por tanto tempo. Não iria escondê-la, nem pedir desculpas. Não iria dar satisfações sobre o que fazia com a minha própria vida.— EU ESTOU NOIVO. E VOU ME CASAR.Entrei na empresa gritando, sem nenhum pudor, atraindo todos os olhares como se aquele anúncio fosse um manifesto. A equipe se levantou, aplausos ecoaram pelo andar. Alguns sorrisos eram sinceros, outros forçados. Havia quem comemorasse… e quem se incomodasse profundamente.— Mais uma para tirar o equilíbrio e o foco dele — ouvi um murmúrio à distância. Parei bruscamente.— Renata — chamei, e ela arreg
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