Capítulo 101 — O caderno da mamãe Hoje estou aqui, deitada na minha cama, olhando para a minha barriga e acariciando-a. Agora, conversando com meu bebê, me vêm à mente lembranças… e arrependimentos. Sim, me arrependo daquelas vezes, no início da gravidez, em que pensei em abortar. Não queria admitir, mas pensei nisso. Parecia injusto trazer um filho ao mundo com todos os problemas que eu e o Adrián tínhamos: um divórcio iminente, uma “madrasta” que, para mim, seria a Valeria, um ambiente cheio de conflitos. Minha mente travou naquele momento. Não vi que Deus estava me enviando um presente, mesmo que viesse com problemas. Não vi que, se Ele me enviasse uma dificuldade, também me daria força para ajudá-lo. Hoje, todos os dias, peço perdão a Deus e peço perdão ao meu bebê. Perdão por ter duvidado dele, por não ter compreendido que sua vida é sagrada, que merece existir além dos meus medos e das minhas circunstâncias. Às vezes me sinto uma má mãe por ter pensado em renunciar a el
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