LizandraEu estava sentada no tapete macio da biblioteca, com a Lia encostada em mim. As perninhas dobradas e o corpo relaxado, enquanto o senhor Augusto, acomodado na poltrona ao lado, contava uma história com a voz calma e segura que conseguia prender a atenção da Lia.— … e foi assim que o pequeno explorador encontrou o caminho de volta para casa — ele conclui, fechando o livro devagar.— Vovô, amanhã você conta outra?— Claro que conto, meu amor.Eu observei os dois com carinho. Era um momento simples, mas para mim, tinha um valor imenso. Quando eu era criança, minha mãe trabalhava o tempo todo. Ela não tinha muito tempo para compartilhar comigo e com a Liliane. Mesmo assim, nunca nos faltou amor e carinho. E depois dos dias em que fiquei afastada da Lia, viver esses pequenos momentos de paz parecia um presente.Foi quando a porta da biblioteca se abriu. Tunisha entrou apressada e sorridente. Na mão, ela carregava um buquê gigantesco de rosas, tão grande que quase escondia o própr
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