FernandoPercebi a forma como a Liliane me analisou rapidamente de cima a baixo, como se avaliasse um objeto caro. Ela fazia questão de se exibir para mim, tentando me seduzir. Foi então que a culpa me atravessou de uma forma violenta como um soco no rosto. Cheguei a conclusão que magoei ainda mais a Liz, quando disse que eu poderia confundi-la com a irmã. A mulher que eu amo era o avesso da mulher à minha frente. Cometi uma injustiça, ou melhor uma ofensa. Comparar as duas… colocá-las no mesmo lugar era um absurdo. A Liz é dona de uma doçura que não precisa ser exibida. Ela nunca tentou me conquistar, me alcançou sem esforço. Uma mulher gentil, de coração bondoso, digna e delicada. Quanto mais observava a Liliane, mais sentia o meu sangue ferver. O que ela fazia ali? Como tinha coragem de se aproximar?Ela inclinou-se na minha direção sem o menor constrangimento.— Como vai, Fernando Albuquerque? — disse abrindo um sorriso lento, provocativo, ocupando a banqueta ao meu lado.— Saí
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