Helena ArisAcordei assustada, com o coração batendo descompassado contra as minhas costelas. Ao olhar em volta, um frio gélido me invadiu. Eu conhecia cada centímetro daquele quarto: o espelho enorme que cobria a parede oposta, a mobília escura, os detalhes minimalistas e frios. Era o quarto dele.No entanto, o lado direito da cama estava completamente intocado, os lençóis esticados e frios. Uma mistura confusa de alívio e preocupação apertou meu peito.— Simon? — o chamei, minha voz saindo um pouco rouca pelo sono.Coloquei os pés para fora da cama e me levantei, as lembranças da noite anterior retornando aos poucos, como flashes desordenados de um pesadelo: os tiros, o vidro estilhaçado, o peso da arma em minhas mãos, e depois... o cansaço que me apagou no sofá.— Simon, cadê você? — insisti, caminhando em direção à saída.Eu já abria a boca para chamá-lo outra vez, mas, ao puxar a porta de madeira, as palavras morreram na minha garganta. O vi logo adiante, de pé, apoiado na bancad
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