Dormimos juntos outra vez, espremidos naquela cama de hospital que claramente fora feita apenas para um, mas onde, por pura teimosia, couberam dois. Quando os primeiros raios de sol bateram nas frestas da janela, despertei sentindo-a ali, perfeitamente encaixada dentro do meu abraço. Os cabelos negros estavam espalhados pelo meu braço e pelo meu peito, e os pés dela repousavam contra os meus sob o lençol. Helena era minha. Completamente minha. Infértil ou não, pouco me importava a porra da linhagem Kaelen ou as exigências frias do conselho; eu só queria ser feliz com ela, nada mais.Ela ainda estava no banheiro cuidando da higiene matinal quando o médico apareceu com os papéis da alta, as receitas e uma pilha de orientações clínicas. Pouco depois, Maeve chegou trazendo roupas limpas. Enquanto a cuidadora a ajudava a se vestir e penteava seus cabelos, aproveitei para me ausentar por alguns minutos e ir até a ala masculina.Encontrei Dante em seu leito de internação. Apesar de acordado,
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