Simon KaelenO celular mal tocou, eu atendi, o viva-voz do celular finalmente estalou no meu ouvido. A voz de Dante veio cortada por ruídos de estática, respiração descontrolada, o ronco de um motor em alta velocidade. — Chefe... — disse ele, a voz rouca.— Como ela está? — Perguntei de imediato, sem dar tempo para cumprimentos, a raiva sufocando a minha garganta. — A Helena está bem?! Quem diabos está atacando vocês?!— Nós conseguimos resgatá-la, senhor. A Senhora Kaelen está segura no carro, mas o cenário aqui foi para um massacre. Não sabemos quem...— Passe o telefone para ela. Agora — ordenei, no tom absoluto de um chefe de família que não aceita nada menos que a obediência total, mas ficou mudo por algum tempo do outro lado. — Ela não quer falar, chefe...— Não me interessa o que ela quer, Dante! Coloque essa porra desse telefone no ouvido dela!Do outro lado da linha, o silêncio de Helena era como uma lâmina me perfurando. Eu conseguia ouvir a respiração dela, o som de sua re
Ler mais