POV de BrendaEu precisava parecer fraca.Foi a primeira coisa que pensei quando me aproximei de Bruno. Inclinei o corpo, depositei um beijo leve nele e passei a mão em seus cabelos, num gesto quase automático — ensaiado, calculado. A burra submissa ainda existia. Pelo menos, era isso que eles precisavam acreditar.— Você está bem?— Estou bem, cunhada. E você?Minha voz saiu doce, controlada. Por dentro, eu estava em guerra.— Eu não fui torturada. Vou cuidar de você.Assenti, como se aquilo me confortasse. Não confortava.— Precisamos conversar.— Eu sei. E eu vou dizer como vai ser: vocês vão retirar a queixa contra Caio, pra ele vir pra minha casa. Vão soltar a Beatriz, pra ela vir pra cá também e eu cuidar dela.O silêncio que veio depois foi quase delicioso. Era o som do choque.— Brenda, meu bibelô, você sabe que não pode exigir nada...Ergui o queixo devagar, sustentando o olhar.— Não posso? Então, vou dar ordens para preparar o jato da minha irmã, e vou para o Brasil com Bru
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