A notícia do reconhecimento não saiu dos muros da hacienda por acaso. Rafael fez questão de controlar cada palavra que deixaria aquela casa, como sempre fazia quando o assunto envolvia o nome Villalba, mas dessa vez havia algo diferente na maneira como conduzia a situação. Ele não escondia, ele organizava. Não abafava, ele estruturava. E essa diferença alterava tudo.Sofia passou a noite na ala principal, em um dos quartos que antes eram destinados a visitas importantes. A cama grande, a varanda com vista para os vinhedos e o silêncio controlado da casa criavam uma sensação estranha de pertencimento que não existia no dia anterior. O lugar ainda parecia emprestado, mas já não era desconhecido.No início da manhã, quando desceu para o café, encontrou Rafael sozinho na sala de jantar. Ele estava de pé, olhando pela janela, com uma xícara de café esquecida sobre a mesa. Não virou quando ela entrou, mas sabia que era ela.— Dormiu?A voz veio baixa, direta.Sofia puxou uma cadeira.— Dorm
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