Lucas estava sentado na poltrona lateral, uma perna cruzada sobre a outra, folheando um documento.Rafael não demonstrou surpresa.— Você invadiu minha sala. — disse, tirando o relógio e pousando sobre a mesa.Lucas ergueu os olhos devagar, um sorriso torto surgindo no canto da boca.— Presidente agora, sala nova, rotina nova… — fechou o relatório com calma. — Mas a porta continua sem chave para mim. Que decepção.Rafael puxou a cadeira e se sentou.— Nunca esteve trancada para você.Lucas o observou por alguns segundos. De verdade. Como alguém que conhecia aquele homem antes do sobrenome pesar mais que o próprio nome.— Então… — ele começou, apoiando os cotovelos nos joelhos — como está sua casa depois que expulsou seus pais?Rafael não respondeu imediatamente. Pegou uma pasta. Abriu. Fechou de novo.— Silenciosa. — disse, por fim.Lucas soltou um leve riso nasal.— Imagino. Pausa. — E seu pai?Rafael girou a cadeira levemente, virando o corpo para o vidro imenso atrás da mesa. A cid
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