516. FINALMENTE SALVOS
O AVÔ:Atendo a chamada do meu neto. Ao ouvir o que diz, levanto-me de um salto, com o coração a bater de emoção, ainda sem poder acreditar que é verdade. A minha garganta fecha-se e os meus olhos enchem-se de lágrimas ao receber a notícia. Tenho de levar a mão ao peito na tentativa de me acalmar. — Avô, estás bem? — pergunta Alessandrito. — Onde estão? — consigo finalmente perguntar —. Vou já! — Avô, estão muito mal, mal sobreviveram — continua a explicar Alessandrito —. Acalma-te, avô, estou a ligar-te porque preciso que tragas uma prancha pela parte de trás do museu. Tem que ser agora, para na enorme parede branca, é um parque, eu abri-la-ei. Porque não só os encontrei a eles, são muitos. Faz isso agora, precisamos de chegar ao hospital o mais rápido possível. — De seguida, Ale, e obrigado, filho, muito obrigado — digo-lhe, deixando que as minhas lágrimas escorram pelas bochechas —. Já vamos, já vamos. — O que se passa, Alessandro? — pergunta Libia, entrando pela porta ao
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