ROMAN MIKHAILOV—Não faça isso.Eu me servi de uma xícara de café sem açúcar, encostei-me no balcão e tomei um gole antes de responder.—Não sei por que você está me ligando, Mark. Eu não tenho nada a ver com isso. —Isso é besteira, — Cuspiu Mark. — Você puxa os cordõezinhos nos bastidores e todo mundo sabe disso.—Então todo mundo está errado, o que não seria a primeira vez. — Verifiquei meu relógio A. Lange & Söhne Lange 1, uma edição limitada em platina, selada contra pressão e com movimento artesanal alemão. Custou-me pouco mais de trinta mil dólares, um presente que dei a mim mesmo depois de fechar meu primeiro contrato milionário com a venda do protótipo de prótese neural que desenvolvi aos dezesseis anos. —Ah, está quase na hora da minha sessão noturna de meditação. — Eu não meditava, e nós dois sabíamos disso. — Eu te desejo o melhor. Tenho certeza que você terá uma próspera segunda carreira como artista de rua. Você estudou banda no colégio, não é?—Roman, por favor. — A vo
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