Ponto de Vista de MiaA hora dourada passou, deixando para trás aquele azul particular que só existe no crepúsculo tropical — não é bem noite, não é bem dia, só esse momento suspenso em que o mundo prende a respiração.Estamos no deck do bangalô. O oceano se estende infinitamente em todas as direções, passando de turquesa para marinho para algo mais escuro, algo ancestral. As primeiras estrelas estão aparecendo lá em cima, hesitantes, como se não tivessem certeza se são bem-vindas ainda.As crianças estão exaustas.Três horas de mergulho, duas horas de praia depois disso, jantar no café onde Alexander comeu seu peso em "tiras de frango crocante", e então um banho que envolveu mais água terminando no chão do que em qualquer criança de verdade.Agora estão de pijama. Limpas, cabelo ainda úmido, tontas de sol e felizes.Madison está enroscada no meu lado, a Eleanor embaixo do queixo. Os olhos semicerrados, mas resistindo. Resistindo ao sono como se fosse o inimigo.Alexander está e
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