Laura“É… é mesmo necessário a gente se casar tão rápido?”A pergunta escapou antes que eu conseguisse segurar. Não porque eu não quisesse. Mas porque tudo estava acontecendo num ritmo que ainda fazia meu coração tropeçar.Enoch riu. Não foi deboche. Foi aquele riso baixo, quente, cheio de carinho, como se a simples ideia de me apressar fosse quase engraçada para ele.“Não”, ele respondeu, simples. “Não é necessário.”Depois inclinou o rosto, os olhos dourados suaves. “Mas eu queria.”Meu peito apertou de um jeito estranho. Não de medo. De impacto.Levei a mão ao rosto dele, os dedos deslizando pela barba curta, pelo maxilar firme. Ainda era surreal que aquele homem fosse meu. Ou quisesse ser.“Então vamos esperar um pouco”, pedi, com cuidado. “Quero conhecer onde você vive. Quero entender como as coisas funcionam aqui. Não me apressa, garoto.”Ele sorriu de lado, daquele jeito perigoso que me desmontava inteira, e me beijou. Um beijo lento, firme, seguro. Não havia dúvida ali. Só pro
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