[Continuação..] ❁ DINAMARCA -Não. Não.-Balbucio, mas meu pai silencia minhas palavras com as mãos e sinto uma mordida no pescoço que me deixa às escuras... Acordo totalmente desorientado, os cheiros me dão náuseas, meu pescoço dói, a luz incomoda meus olhos quando olho para a janela, toco minha ferida, eu deveria estar morto, talvez meu pai tenha procurado uma maneira de me curar, há curandeiros muito bons na cidade... - Filho, como você está se sentindo? - pergunta minha mãe. -Com fome daquele ensopado de cordeiro, mãe... -Ela chora-. Fique tranquila, estou bem, me sinto bem. Como estão meu pai e os outros, mãe? - Seu pai está bem, filho, os outros estão feridos e alguns mortos, mas não se preocupe, já estão fazendo o necessário para que tudo volte a ser como antes... - Ela sorri para mim, tento abraçá-la, mas a ferida não me deixa e ela cheira... -Você cheira diferente, mãe. Por quê? -É... O que... Você... agora é igual a... Nós... -Abro mais os olhos... - Não... Mãe, diga
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