Tudo parecia perfeito demais. Era como se o universo finalmente tivesse dado uma trégua depois de tantos anos de tormenta. Tínhamos acabado de sair do postinho, felizes, com o coração transbordando por termos visto pela primeira vez nosso filho ali, pequenininho, crescendo dentro de mim. A felicidade transbordava nos olhos da Helena, a empolgação da Sophia era contagiante e o Dante... mesmo no silêncio dele, eu sentia a emoção que ele segurava no peito. Assim que chegamos em casa, Helena e Sophia foram na frente, rindo e comentando sobre o ultrassom. Dante saiu do carro comigo, me protegendo com o olhar atento como sempre fazia. Mas bastou pisarmos no quintal para que a paz se despedaçasse em mil pedaços. Marcos, meu primo ou melhor, o que restou dele surgiu feito um vulto desgraçado, invadindo os portões e me agarrando com brutalidade. Em questão de segundos, eu senti a frieza da lâmina pressionando minhas costas. Meus olhos se arregalaram no mesmo instante e meu corpo inteiro trav
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