Cap.150Katleia, estava pálida e com as olheiras fundas que denunciavam noites de agonia, remexeu-se na cama.O corpo doía, uma dor sutil, mas persistente no pé da barriga, mas que ela atribuía ao estresse acumulado.Selene, ao lado da cama, parecia ter envelhecido cinco anos em apenas uma hora.Suas mãos tremiam tanto que o papel médico que ela segurava emitia um ruído sibilante. Seus olhos, injetados, mal piscavam, fixos no diagnóstico que mudaria o curso de todas as vidas naquela sala.— Kat... o que você está sentindo agora? — Selene começou, a voz saindo um fio, quase inaudível com as mãos tremendo.Katleia suspirou, fechando os olhos. O estômago revirou, como fazia todos os dias desde que essa agonia começara.— Eu não estou bem, Selene. Sinto que meu corpo está lutando contra si mesmo. Perdi o apetite, sinto tonturas... faz dias que não durmo direito. Eu achei que fosse o choque, o trauma, mas essa dor... essa fraqueza... parece que estou me esvaziando.Selene olhou para o pape
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