Eu estava na sala, descalça, com um dos filhotes de Zad Girl dormindo na dobra do meu braço e o outro mastigando, obstinado, a ponta do tapete como se aquilo fosse o melhor brinquedo do mundo quando a governanta disse:— Senhora Asheton… — A voz dela soou baixa e preocupada. — Tem um homem da polícia no portão... pedindo para entrar. Antes que eu respondesse, Zadock apareceu no corredor como se já estivesse ali há horas. Usava um terno azul claro, camisa branca e tinha um olhar firme, apaixonado, daqueles que faziam com que o espaço da casa se tornasse quase um abismo entre nós, já que, longe dos braços dele, todo caminho era longo.— Mande entrar — respondeu por mim.O chefe da polícia entrou na casa com cuidado, sabendo que pisava num território que não lhe pertencia, nem sob o poder do distintivo. Usava um terno simples,
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