LucianO sol atravessava as cortinas do quarto, raios de calor dourados, e por um instante, desejei que não atravessassem.O silêncio era um tipo de consolo raro, e eu o apreciava imensamente. Lilian dormia ao meu lado, inerte das sombras que moldaram o seu futuro. No altar eu jurei protegê-la, ironicamente a mulher que pensei em matar uma dúzia de vezes. Ela respirava devagar, os lábios entreabertos, a pele marcada por resquícios de uma noite que eu desejei mais do que planejei. Toquei em seu rosto, com a ponta dos dedos, como se o simples contato pudesse confirmar que ela era real.Tão frágil e tão perigosa ao mesmo tempo.Se soubesse quem realmente era, talvez me olhasse com o mesmo medo que guarda para o desconhecido.Mas ela não sabe. E não pode saber.Eu a encontrei, fiz dela o centro do meu mundo e agora não deixaria ela ir, muito menos abriria mão dela.Me afastei da cama devagar, o que já era necessário, pôs ela possuía um sono pesado. Levei pouco tempo no banho, e quando
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