Ana se afastou, resignada, com a expressão pesada, mas antes que eu pudesse fechar a porta, ela parou e se virou levemente, e com a voz baixa acrescentou — Christine… por quê você disse que, depois do que aconteceu, não o quer mais por perto? O que aconteceu? Fiquei parada, com o coração acelerado, sentindo o peso da pergunta, então respirei fundo, escolhendo minhas palavras com cuidado, sem ceder à pressão. — Ana… — comecei, a voz firme — é difícil ver quem ele se tornou… eu não posso mais confiar nele, se eu me aproximar dele novamente, corro o risco de colocar a mim mesma e nosso filho em perigo. Ela permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra, talvez, por trás da curiosidade, havia uma ponta de compreensão quando assentiu — Então… — disse ela finalmente, quase sussurrando — você está protegendo vocês dois, não é? Assenti — Exatamente. Ele pode ser o pai do meu filho, mas isso não significa que eu tenha que aceitar tudo dele. Ana suspirou, baixando a cabeça e se
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