Chegamos ao meu prédio já era quase noite, o céu começava a ganhar tons alaranjados e o vento batia suave. O silêncio dentro do carro era confortável, e por mais que eu tentasse disfarçar, ainda sentia minhas bochechas quentes por tudo que tinha acontecido mais cedo.— Chegamos, ele disse, estacionando o carro em frente à portaria.Olhei para ele e sorri. Obrigada por me trazer, doutor.— Quantas vezes vou precisar repetir pra você me chamar só de Rogério? ele falou rindo, inclinando um pouco o corpo. — “Doutor” me deixa com vontade de te colocar pra fazer relatório até amanhã cedo.Eu ri, balançando a cabeça. Tá bom, Rogério. Assim tá melhor?— Bem melhor, respondeu, com aquele olhar que sempre me deixava sem chão. — Se sentir qualquer coisa, tontura, enjoo, me liga. A qualquer hora, entendeu?— Entendi, pode deixar.— Eu venho correndo, não importa a hora, ele disse com um tom tão firme que me fez sentir algo diferente. — Prometo.— Eu acredito, murmurei, sem conseguir esconder
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