Os dias que se seguiram foram diferentes. Não mais leves, porque ainda havia dor, ainda havia incerteza, mas havia movimento. E, para Emma, aquilo já significava muito. Pela primeira vez desde a notícia da clínica, ela não estava paralisada. Havia decisão. Havia direção. E, principalmente, havia Thiago ao lado, não como alguém tentando consertar tudo, mas como alguém disposto a caminhar junto, independentemente do caminho. Naquela manhã, os dois estavam novamente no consultório da Dra. Clara. O ambiente era o mesmo de sempre, calmo, organizado, com aquele silêncio confortável que, em outros momentos, já tinha sido cenário de medo, de diagnósticos difíceis e de recomeços inesperados. Mas, dessa vez, Emma não estava ali com o mesmo peso de antes. Havia apreensão, claro, mas também havia algo novo: abertura. Clara entrou com um sorriso leve, como quem já conhecia aquela história mais do que eles próprios. — Que bom ver vocês — disse, aproximando-se e cumprimentando os dois com carin
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