Luna Vanessa Respirei fundo, tentando acalmar meus nervos. Quando as imponentes portas da igreja se abriram, meus joelhos quase falharam. Apoiei-me no braço do meu pai, que me ofereceu um sorriso calmante, embora seus olhos estivessem marejados. Dei o primeiro passo ao som da cantora lírica que minha mãe tanto amava, entoando uma Ave Maria. Era a forma que encontrei de tê-la comigo naquele dia, assim como as rosas brancas e as flores de áster que decoravam os lados dos bancos e ornamentavam dois vasos na entrada do altar. Caminhei lentamente, observando os rostos conhecidos da minha família à esquerda. À direita, estavam os convidados de Adrian — certamente não humanos, com uma constituição física muito semelhante à dele. Ao me aproximar do altar, precisei fazer força para conter as lágrimas ao ver que, do lado dele, seus pais ocupavam os lugares que lhes cabiam. Eu usava as joias que sua mãe me presenteou. As que eu havia separado eram delicadas; aquelas, no entanto, eram opulenta
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