Cap 143. O começo do fim.
Sabrina acordou com o gosto metálico de sangue na boca e o cheiro forte de madeira úmida e pinheiro queimado. Estava deitada de lado sobre um tapete velho e áspero, braços amarrados atrás das costas com corda grossa que mordia a pele. Pernas também presas nos tornozelos, mas com folga suficiente para dobrar os joelhos. A cabana era pequena, paredes de toras mal encaixadas, uma única janela pequena coberta por tábuas pregadas de qualquer jeito. Sem móveis. Sem água. Sem nada além do tapete e dela. — Hum... onde estou?— ela murmurou forçando a vista. A cabeça latejava. Memórias voltavam em flashes. O shopping, os cartões negados, o carro preto, o pano no rosto. Tentou se mexer. Rolou devagar até ficar de barriga para cima. Com esforço, flexionou o abdômen e conseguiu sentar, costas encostadas na parede de madeira. Respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. Quando se deu conta de que havia sido pega, ela não ficou com medo, ficou com raiva de ter sido pega. — Mas que
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