Lucy Com um sorriso doce brincando nos lábios, Lucy passou o dedo coberto de chantilly pela ponta do nariz de Helena, que arregalou os olhos azuis idênticos aos dela e soltou uma gargalhada escandalosa. Antes que pudesse se esquivar, Heitor recebeu o mesmo destino, ficando com o nariz branquinho e o cabelo levemente espetado pela travessura açucarada. — Mamãe! — os dois gritaram em uníssono, rindo alto, como se aquele fosse o maior escândalo do mundo. Lucy abriu os braços teatralmente, fingindo rendição. — Eu fui atacada por duas criaturas perigosíssimas — declarou, com falsa solenidade. Foi quando Olavo apareceu, sorrateiro como sempre, e a envolveu por trás em um abraço apertado, afundando o rosto no ombro dela. — Ataque triplo! — anunciou, aproveitando para sujar ainda mais o rostinho dos pequenos. A cozinha explodiu em gargalhadas. Helena e Heitor gritavam “mamãe” e “imazão”, a forma carinhosa que haviam criado para chamar o irmão mais velho, enquanto tentavam fugi
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