Hanna Ross As palavras do Nicolas foram, antes de tudo, sinceras, mas não podia me deixar levar novamente; preciso saber das reais intenções dele. Já sofri muito e não quero passar por isso novamente. No entanto, algo dentro de mim começou a mudar. A lembrança do sorriso dele, a forma como seus olhos brilhavam quando falava sobre seus sonhos, tudo isso me fazia questionar se realmente estava disposta a fechar a porta para ele. Certa tarde, enquanto caminhava pelo parque, vi Nicolas sentado em um banco, perdido em pensamentos. O coração acelerou. Eu sabia que precisava enfrentá-lo, mas o medo de me machucar novamente quase me paralisou. Respirei fundo e me aproximei. — Nicolas? — chamei, hesitante. Ele levantou a cabeça, e nossos olhares se cruzaram. Havia uma mistura de alívio e ansiedade em seu rosto. — Hanna... — ele disse, a voz trêmula. — Eu estava esperando por você. Sentei-me ao seu lado, o silêncio entre nós era pesado, mas, ao mesmo tempo, carregado de emoções não ditas. — Eu
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