— Eu me relaciono com quem eu quiser! — Resmungou Letícia, irritada. — Só porque namorava o Gabriel, achava que podia desfilar por aí como se fosse dona do mundo? Eu não tive medo nem de xingar o próprio Gabriel, imagina ela!Falava isso ainda com raiva, como se revivesse cada momento. Na primeira vez tinha engolido o desaforo, mas Vitória voltou a procurá-la uma, duas, três vezes. Será que achava que tigre, quando fica quieto, é gato manso?Beatriz apertou a mão dela de volta, e em seus olhos voltaram a brilhar lágrimas contidas.— Obrigada… Letícia… — Murmurou, com a voz embargada.Letícia se atrapalhou com a reação, sem entender.— Ei, que isso? Não precisa agradecer! Não chora, Bia… — Disse, enxugando apressada as lágrimas da amiga.Beatriz fungou, tentando se acalmar. Então, entre soluços, conseguiu explicar:— Não era… Só ciúme de amiga. Na faculdade, quase não nos víamos mais. O que ela queria era… Afastar você de mim, como fez no colégio… Pra que eu perdesse todos os meus amigo
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