Sameik Eu estava amando. E que se dane o resto do mundo. Desde que a Lorena chegou à minha área, minha vida deixou de ser só trabalho, ordem e controle. Eu, que sempre fui frio e calculista, agora me pegava observando ela dormir, notando o jeito que o cabelo caía no rosto, o som da respiração dela à noite. Eu a mimava de todas as formas possíveis. Roupas, joias, o cartão sem limite, café da manhã na cama, banho preparado, massagens. Tudo. Porque eu estava completamente tomado por aquela mulher. E o mais perigoso: ela também estava gostando. Eu via nos olhos dela. Mesmo quando dizia que ia embora, o corpo dela traía a vontade de ficar. Minha própria mãe já tinha se apegado. Dizia que finalmente eu tinha trazido alguém de verdade para casa. E eu concordava em silêncio. Naquela manhã, depois de mais uma noite intensa, tomei banho, me troquei e desci para a área de trabalho. Havia muita coisa para organizar. A festa do final de semana não seria qualquer festa. Eu ia assumir a Lorena
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