MaiaDepois de tudo o que aconteceu com Ramadan, eu não pensei duas vezes antes de agir, porque já não existia mais espaço dentro de mim para dúvidas, ponderações ou qualquer tipo de arrependimento. O que eu sentia era algo muito mais direto, mais cru, mais urgente, uma necessidade quase física de resolver aquilo com as próprias mãos, de encarar Aisha sem intermediários, sem planos longos, sem estratégia elaborada, apenas eu e ela, frente a frente, como aquilo deveria ter sido desde o início. Eu chamei um dos meus homens de confiança e entrei no carro sem dar muitas explicações, apenas ordenando que me levasse até o hospital, enquanto no caminho minha mente se mantinha inquieta, repassando cada detalhe do que vinha acontecendo, cada olhar atravessado, cada palavra maldita, cada situação que me colocava cada vez mais perto daquele ponto onde não existia mais volta.Quando chegamos ao hospital, eu já sabia exatamente qual papel precisava desempenhar para entrar sem levantar suspeitas, e
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