BERNARDOPassei horas na frente do prédio dela, esperando que ela voltasse. Cada minuto parecia uma eternidade. Cada carro que se aproximava me fazia prender a respiração, na esperança de que fosse ela, de que eu pudesse falar, explicar, tentar consertar as coisas. Mas nada. O tempo passava, e ela não aparecia.Finalmente, depois de tanto esperar, o porteiro, que já havia notado minha presença inquieta, se aproximou.— Ela não está aqui, rapaz. disse com um tom de empatia, mas firme. — Acho que é melhor você procurar em outro lugar.Eu sabia que ele estava certo. Ísis não estava em casa, e ficar ali não mudaria isso. Meu coração apertou ainda mais, mas, ao mesmo tempo, algo me dizia que ela não iria para qualquer lugar que eu pudesse adivinhar facilmente. Exceto, talvez... a casa do pai dela.Sem outra opção, me dirigi até lá. Cada quilômetro parecia mais longo que o anterior. Meu peito estava
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