— PATRÍCIO —Saímos da consulta e, pela primeira vez em muito tempo, vi Allan com um semblante mais leve. Ele parecia determinado, esperançoso.— E aí? Como se sente? — perguntei, observando-o enquanto caminhávamos até o carro.— Estranho. Mas um estranho bom.— Isso é um começo.Ele assentiu, respirando fundo antes de entrar no carro. O silêncio entre nós era confortável, até que ele olhou para mim e disse:— Obrigado por ter vindo comigo.— Sempre, filho. Sempre.Aquele "filho" saiu naturalmente. Ainda me pegava de surpresa como esse vínculo entre nós tinha se fortalecido. E, para minha felicidade, Allan sorriu ao ouvir.Enquanto dirigia, senti uma vontade repentina de ligar para meus pais. Precisava compartilhar essa notícia com eles. Assim que paramos em frente ao prédio onde Allan morava, peguei o celular e disquei.— Patrício? — Minha mãe atendeu, surpresa.— Oi, mãe. Tá ocupada?— Não, não. Seu pai está aqui comigo. Acontec
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