— ELIZABETH —Meu corpo tremia, e o medo ainda se fazia presente, mas algo no toque de Patrício me dava uma sensação de calma, de que finalmente eu estava segura.— Liz, olha pra mim. — Patrício disse, afastando-me um pouco para que pudesse olhar nos meus olhos. Ele parecia desesperado, como se estivesse tentando ler minhas emoções em cada pequeno detalhe de meu rosto. — Você está bem, agora. Está fora de perigo.Eu queria acreditar nele, realmente queria, mas as lembranças daquelas mãos em mim, o olhar de Hugo, ainda me assombravam. Mesmo com Patrício ali, eu me sentia vulnerável, frágil, como se o pesadelo fosse algo de que nunca conseguiria me livrar completamente.— Eu... — minha voz estava fraca, quase inaudível. — Eu ainda não sei como acreditar, Patrício. Foram tantas coisas, tantas ameaças, tanto medo... Eu pensei que ia morrer ali, pensei que nunca mais ia sair...Ele apertou minha mão, um gesto simples, mas que me dava uma sensação de seguranç
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