POV Olívia O avião mal havia parado completamente e meu coração já estava acelerado demais, como se soubesse que, a partir daquele momento, não existia mais volta. Permaneci alguns segundos sentada, ainda com o cinto preso, olhando pela janela sem realmente enxergar nada. Eudora. Eu tinha voltado. A palavra ecoava na minha mente com um peso estranho, misturando lembranças, dor e uma urgência que não me deixava respirar direito. Passei a mão pelo rosto, tentando me recompor antes de levantar junto com os outros passageiros, entrando no fluxo automático de pessoas que seguiam suas vidas normalmente, como se o mundo não estivesse desmoronando dentro de mim.Caminhei pelo aeroporto como se estivesse anestesiada, segurando a alça da mala com mais força do que o necessário. Tudo ao meu redor parecia distante, abafado, quase irrelevante. Porque, no fundo, só havia uma coisa ocupando cada espaço da minha mente: minha filha. O silêncio das respostas, os dias passando sem notícias, o vazio dei
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