Livy ClarkeEu abri os meus olhos, assustada. O estrondo forte quase me fez cair do sofá; eu remexi as minhas pernas desesperadamente e gritei, apavorada. Tinha os olhos tão arregalados que eles quase saltavam do meu rosto. Coloquei a mão na minha barriga saliente e implorei para que, o que quer que tenha acontecido, não machucasse o meu bebê. Usei o lençol para proteger a barriga e esconder a roupa pouco coberta que eu usava naquele momento. As minhas mãos estavam tremendo, à medida em que eu, silenciosamente, cobria o meu rosto com o cobertor, deixando de fora os meus pés. Orava baixinho, tentando não fazer barulho na escuridão da sala.Mas eu podia ver o clarão que me alcançava novamente, quando a porta quebrada foi novamente escancarada, batendo contra a parede. Eu tentava a todo custo não gritar. Eu precisava manter a respiração normal. ‘Um, dois, um, dois. Lembre-se das aulas de parto, eu pensava, enquanto uma leve dor começava a irradiar para a minha coluna.Os passos foram se a
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