Mary e VeraUma saída triunfal.Os tiros reverberam pelas paredes da mansão, quebrando o silêncio da noite, observo das sombras das árvores uma movimentação grande. Os clientes, até então mergulhados em seus prazeres sujos e egoístas, se transformam em animais assustados, as prostitutas, envergonhadas e expostas, gritam em pânico, correndo em direção aos jardins, tentando fugir do caos que se desenrola. O pavor toma conta de todos, sem exceção."Corre!" grito para Vera, puxando-a pelo braço. Nossos pés batem contra o chão de mármore, ecoando pelo corredor enquanto seguimos a multidão desesperada. Homens de terno e gravata, ainda com o cheiro do pecado nos corpos, tropeçam em suas próprias pernas, correndo para os carros luxuosos, estacionados apressadamente em frente à mansão.O pátio é um pandemônio. Portões que antes estavam selados se abrem, e seguranças, armados e tensos, tentam controlar a confusão, mas não conseguem. O caos tomou conta de tudo."Aquele portão!" indico com o que
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